História de Cultura das Praias

  • Jurerê
  • Forte
  • Sambaqui
  • Moçambique
  • Daniela
  • Santo Antônio de Lisboa

O mar de coloração verde, com temperatura amena e ondas calmas fazem de Jurerê uma praia típica da região norte da Ilha. São pouco mais de três quilômetros de extensão de areia fina e clara, que propiciam uma caminhada agraável. Na água, os veleiros e lanchas do Iate Clube de Santa Catarina dão um toque sofisticado ao visual.

Em terra, o bairro é dividido em duas porções, com características distintas. No canto esquerdo está o loteamento residencial Jurerê Internacional. Totalmente planejado, conta com parques, supermercados, shopping a céu aberto, bares, restaurantes requintados e amplos estacionamentos para quem quer apenas passar um dia na praia. Essas características atraíram pessoas preocupadas com o conforto e com a qualidade de vida, que transformaram o lugar numa espécie de parque de mansões.

No canto direito está a parte conhecida como Jurerê Tradicional. Ali estão os moradores mais antigos do bairro, com seu toque de manezinho e restaurantes com culinária típica da Ilha. Essa parte abriga o Iate Clube de Santa Catarina, com um trapiche que tem acesso via praia.

Localizada entre as praias da Daniela e de Jurerê Internacional, a Praia do Forte é conhecida por ter uma larga faixa de areia e água calma, de temperatura agradável. O nome do balneário vem da proximidade com o Forte de São José da Ponta Grossa. Construído na metade do século XVIII, o forte funcionava como um dos vértices do sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. A fortaleza foi desativada em 1935 e três anos depois foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Antigamente também servia de apoio para os pescadores da região.

A Praia do Forte não é uma praia longa. Seus limites vão desde a face Sul da Ponta Grossa até um conjunto de pedras que a separa do Pontal. Localizada entre as praias de Jurerê Interncaional e Daniela, o acesso ao local é feito através de uma estrada íngreme e estreita a partir de Jurerê Internacional. Nos dias em que a maré não está muito alta, ainda há a possibilidade de atravessar a pé o costão que separa as praias da Daniela e do Forte.

Na beira da praia há bares e restaurantes especializados em frutos do mar, sendo uma boa opção para quem gosta de saborear alguns petiscos e passar um dia agradável com a família. A extensa faixa de areia também dá espaço para praticar esportes ao ar livre, como futebol e vôlei de areia.

Derivada das palavras sambá ou tambá (concha, ostra) e qui ou quire (dormir, fazer), a palavra sambaqui possui origem indígena, que significa cemitério; extensos depósitos de areia, conchas, cascas de ostras, restos de artefatos e esqueletos que ali foram alojados, detectando a presença de primitivos habitantes neste local, em tempos remotos.

A praia de Sambaqui é um tradicional vilarejo de pescadores que abriga, além de nativos, usuários temporários, turistas e veranistas que procuram um lugar calmo e tranquilo para se estabelecer.

De raízes açorianas, a comunidade de Sambaqui luta pela preservação de seus costumes e tradições, quase sempre promovendo festas religiosas e incentivando grupos de danças folclóricas como o Boi-de Mamão, a Ratoeira e o Pau de Fita, montados e dançados pelos próprios membros da comunidade.

O visual é um dos maiores atributos de Sambaqui. Além da paisagem típica do século XIX, apresenta vista panorâmica da Baía Norte e do Continente. É justamente por causa dessa vista que foram instalados vários bares nos últimos anos. Não há pousadas em Sambaqui, mas Santo Antônio de Lisboa fica bem próximo e oferece boas opções de estadia.

O nome da praia foi dado em função dos moçambiques, molusco semelhante à ostra, encontrados em suas areias. No entanto, ela também é conhecida por Praia Grande.

A mais extensa praia da Ilha conta com 7,5 km de areias claras e macias, quase intocadas pelo ser humano. Por fazer parte do Parque Florestal do Rio Vermelho, uma reserva de aproximadamente 400 mil metros quadrados com vegetação predominante de pinus, não há construção alguma no local. A paisagem torna-se ainda mais árida com as dunas, que cortam a linha entre a vegetação rasteira e o oceano.

O mar é aberto, de tombo (a profundidade aumenta abruptamente, após uns poucos passos em direção ao mar) e com ondas agitadas. O contato com a Corrente das Malvinas torna a água muito fria. Embora essas características não atraiam muitos banhistas, a praia, que costumava ser semi-deserta, fica razoavelmente movimentada na alta temporada, com muitos surfistas que vêm de outras cidades. Mesmo assim, ainda é uma das mais vazias da Ilha.

Com três quilômetros de extensão, Daniela é uma praia tipicamente calma, sem ondas e com areias finas. Banhada pelas águas mornas da Baía Norte e com uma larga faixa de areia que funciona quase como um imenso playground, é ótima para quem freqüenta praia com crianças.

Embora possua pouca infra-estrutura, é repleta de casas de veraneio.
O roteiro certo para quem quer fugir da agitação começa com uma caminhada pela areia até o canto esquerdo da praia, onde fica o manguezal. Nesta parte dá para acompanhar as pescas de camarão, siri e berbigão. Já no outro extremo, uma caminhada de 20 minutos leva à Praia do Forte, onde está a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, restaurada por especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Oficialmente a praia tem o nome geográfico de Pontal do Jurerê, mas, segundo moradores antigos, passou a chamar-se Daniela a partir de 1970 após o nascimento da neta de um empresário local - o senhor João Prudêncio de Amorim, dono de alguns terrenos na praia. Ele e a neta mudaram-se dali, mas o nome passou a ser adotado desde então.

Santo Antônio de Lisboa foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos que chegaram à ilha na metade do século XVIII. Até o início do século passado foi um dos principais pólos da cidade do Desterro, junto com as Freguesias da Lagoa da Conceição, da Vila Capital (no centro) e do Ribeirão da Ilha.

Por estes motivos, Santo Antônio de Lisboa é conhecido por ser um refúgio de belas construções e belas paisagens. Da praia pode-se avistar a Baía Norte e o Continente. A freguesia, conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados pelos colonizadores açorianos como a Festa do Divino Espírito Santo, o Terno de Reis e o Cacumbi.

A pesca artesanal é outro motivo que atrai turistas e apreciadores da boa comida. O cultivo de mariscos e ostras abastece vários restaurantes com cardápios a base de frutos do mar.

Próximo à praça central, em frente à Igreja da Nossa Senhora das Necessidades, é possível encontrar casas de artesanato típicos da colonização açoriana como as cêramicas de oleiros e as rendas de bilro.